giovedì 21 aprile 2011

Interview for Wish Magazine - Brazil

A nova cara do biodinâmico
Confira a entrevista com Federico Orsi, italiano criado no Brasil, que mudou o jeito bolonhês de fazer vinho 
por: Mario Ciccone, 15/04/2011 





Federico Orsi tem apenas 35 anos e é a mais nova aposta do mundo do vinho biodinâmico. Nascido na Itália, criado no Brasil, é proprietário da vinícola Vigneto San Vito, localizada nas Colinas Bolonhesas. Ali, são produzidos rótulos biodinâmicos segundo princípios realistas e lógicos, nem de longe parecidos com as práticas exotéricas que costumamos encontrar. Nesta entrevista exclusiva, Orsi fala sobre o processo biodinâmico, a viticultura no Brasil, comenta seus rótulos e o estilo de avaliação americano. Para ele, a tendência é sair do esquema de pontos. Confira.


1. O movimento biodinâmico conseguirá vencer a imagem de ciência exotérica?
Infelizmente, tenho de admitir que muitos que alimentam esta convicção são os próprios produtores. Eu me considero uma pessoa muito pragmática com uma formação cientifica muito forte. Sou engenheiro de produção e trabalhei diversos anos em consultoria, na qual os números, a matemática e seus modelos eram meu dia a dia. Quando comecei esta nova aventura, em novembro de 2005, eu tinha na cabeça só a procura do verdadeiro terroir de vinhedos que tinham milênios de historia de viticultura, sabia muito pouco de Agricultura Biodinâmica e não era fã dos vinhos naturais, onde o método e sua história eram em muitos casos desculpa para defeitos evidentes.

Tudo que fazemos nos nossos vinhedos tem explicação lógica, exemplos empíricos de sucesso e tem uma história milenar do cultivo da videira que é muito antecedente à química moderna. As agriculturas convencional ou orgânica têm enfoque somente na planta. Para nós é tudo o que está em volta dela e que se relaciona com ela: o solo e sua fertilidade, a biodiversidade de flora e fauna voltados a uma maior competição e consequente equilíbrio, os ritmos da natureza e as sua forças (dia-noite, verão-inverno, lua ascendente-descendente, etc.). Um exemplo limitativo, mas que pode ser fácil e rápido: no primeiro caso o médico prescreve a seu paciente um antibiótico depois de uma visita na qual detectou sintomas de uma doença; no segundo, o médico visita frequentemente mesmo sem sintomas de doença alguma e faz uma medicina preventiva influenciando o estilo de vida do paciente. O difícil mesmo é conseguir explicar tantas pequenas ações em poucas palavras de forma que todos possam entender o que fazemos sem parecer bruxos, pajés ou xamãs.

2. É possível realmente fazer vinicultura com zero de agrotóxicos? Isto não exige parcelas maiores de terra para produções menores?
Hoje nós usamos somente sulfato de cobre (na chamada calda bordolesa) e enxofre em pó de origem mineraria, que são agrotóxicos de baixo impacto, que sempre se usaram em agricultura e são a base do método orgânico, com a diferença que tendo um vinhedo rico de biodiversidade conseguimos reduzir ao mínimo o seu utilizo e até hoje sempre tivemos colheitas de grande qualidade. Não acho que se pode chamar somente de sorte.Nos últimos anos, o uso da química estimulou novas formas ainda mais agressivas de míldio e oídio. Há estudos para tentar eliminar o uso do cobre, principalmente através de novas variedades de uvas, mas é preciso ainda aprimorar a qualidade do vinho obtido.

Prefiro inverter a segunda pergunta: precisamos produzir mais uva sabendo que existe uma oferta muito maior que a demanda a nível mundial? Na Itália, muita uva é forçadamente destilada para obtenção de álcool pelo Estado para não fazer cair demais o preço das uvas e do vinho. De toda forma para vinhedos já com uma produção volta à qualidade, de 5 a 10ton/ha, passar à viticultura biodinâmica não comporta menos uva, mas somente mais mão-de-obra. Isso não vale para vinhedos industrializados que produzem de 25 a 40 ton/ha de uva cheia d’água.

3- Falando com o Federico apreciador de vinhos. Você acredita que os vinhos biodinâmicos são superiores aos demais, mesmo se tratando dos míticos?
Eu, como outros colegas, acreditamos de produzir vinhos pelo menos bons quanto os demais. Fizemos vários blind tastings muito participados onde alguns míticos foram misturados aos nossos vinhos. A finalidade não era que os nossos fossem os melhores, mas primeiramente tirar da cabeça do consumidor que vinho biodinâmico não é sinônimo de imperfeição; segundo, que são pelo menos tão bons quanto os outros, mas sem “ajudas” enológicas. A minha opinião é que esses vinhos são mais distinguíveis, com caráter próprio, frutos de um terroir especifico e portanto não replicáveis. Basta pensar a Borgonha, onde se produz grandes vinhos com um forte terroir muito bem distinguível e sem igual ao mundo, não por caso é uma das regiões onde mais se pratica uma viticultura natural. Lembro a todos que Domaine de la Romanée-Conti pratica biodinâmica há anos. Acho que já é difícil separar míticos e biodinâmicos/naturais/orgânicos.

4- É possível fazer vinhos biodinâmicos no Brasil?
Com certeza sim. O mais difícil, e isso vale para todo o Novo Mundo e não só para o Brasil, é selecionar os melhores terroirs onde o vinho possa ser distinguível. Na Europa, este processo levou milênios.

5- Fale um pouco de cada um dos seus vinhos?
Entre os tintos temos a barbera e o cabernet sauvignon. A primeira é uma uva nativa também dos Colli Bolognesi. Bolonha é a fronteira entre as duas uvas autóctones mais importantes do Norte da Itália: sangiovese e barbera. Já o cabernet sauvignon, casta internacional, é plantado nos Colli Bolognesi desde pelo menos 1860-80, período do início da epidemia de Filoxera na França (na Itália chegaria alguns anos depois). Algumas videiras desta uva “voltaram” para ajudar em novos transplantes. Tanto ligada ao território que a nova denominação Rosso Bologna terá esta casta como principal em seu possível blend.

Mas o rei dos Colli Bolognesi é na verdade o Pignoletto, casta branca que provavelmente é descrita já por Plinio o velho em sua Naturalis Historia (I sec. dc) com o nome de Pino Lieto, e depois pelo marques Vincenzo Tanara em 1644 como uva Pignolo. Causa as gastronomias emiliana e bolognese que pedem por vinhos efervescentes para reequilibrar a opulência de seus pratos, esta casta nasce como vinho frizzante. Nos últimos anos há uma redescoberta de sua versão tranquila ata ao envelhecimento.

Acho que hoje à fronteira da enologia é vinificar uvas biodinâmica e orgânicas sem a ajuda de aditivos enológicos e sem privar o vinho de suas componentes essenciais para uma melhor expressão de um terroir, isto é vinhos com fermentações espontâneas com somente suas próprias leveduras, sem nenhum tipo de clarificação e filtração. Isso já está consolidado em todos os nossos vinhos tintos (linha Pro.vino) e aos poucos também para os vinhos brancos, normalmente mais tecnológicos em quanto mais delicados. O Pignoletto Clássico Vigna del Grotto 2009 já não é filtrado e o 2010 será também já sem leveduras selecionadas.

6. Pretende mandar amostras para Robert Parker e Wine Spectator? O que acha do estilo de avaliação americano?
Acho que a critica é sempre positiva e indispensável mesmo não considerando possível descrever um vinho em uma mera pontuação. Isto leva tudo a uma mera simplificação. Além do mais, acho que o gosto americano por vinhos encorpados, cheios de carvalho e arredondados com goma-arábica e Merlot já fez estragos demais e nos levou a uma homologação não mais suportável. A decisão de mandar ou não os vinhos fica por conta dos meus importadores americanos. Certo é que os nossos clientes típicos não são os 90 points searchers ou os only Pinot Grigio S.M., típico consumidor americano com uma cultura enológica ainda em evolução. Tanto que em Nova York onde o público tem maior cultura de vinhos as pontuações perdem de valor.

A tendência é sair do esquema de pontuação. O caso recente do novo guia Slow Wine (sucesso de 40 mil copias vendidas na Itália nos primeiros seis meses) onde não existem pontos, mas onde somente as vinícolas que valem a pena são descritas assim como seus vinhos, é um fato concreto.


mercoledì 6 aprile 2011

Non solo Vinitaly

Eccoci di nuovo alla vigilia della più grande vetrina del vino italiano. All'inizio avevo deciso di non partecipare per ovvi motivi e ora mi ritrovo a dover coprire addirittura tre fronti. A Verona saremo al Pad 1 (Emilia Romagna) assieme ai colleghi dei Colli Bolognesi e anche all'oramai famoso stand de "i Vini Biodinamici" al Pad D. Ma saremo anche al "contro Vinitaly", o meglio a Vinovinovino, a Cerea.


Ho sempre trovato il Vinitaly troppo costoso e dispersivo per poter essere interessante ad un'azienda sconosciuta, tanto che nelle mie prime edizioni da vignaiolo (2006, 2007 e 2008) ho deciso di non parteciparvi affatto, tranne per delle mie bottiglie in degustazione presso il piccolo stand del Consorzio Colli. Bisognava essere conosciuti, oppure aver qualcosa di particolarmente distintivo. Le prime ore di ogni Vinitaly sono sempre demoralizzanti poiché di fronte alla marea di aziende (oltre 3.000) che sono li  come me a cercare di farsi notare sorge la domanda: "ma come è possibile sopravvivere e distinguersi?".


Poi finalmente nel 2009 nasce l'idea di fare uno stand collettivo di produttori Biodinamici abbinati a grandi prodotti della gastronomia italiana (i famosi salumi di Cinta e le uova d'oro di Paolo Parisi assieme alla presenza di grandi artigiani del formaggio invitati dall'amico Alberto Marcomini, giornalista esperto dell'arte casearia. Un successo!!! Tutti i grandi chef e critici del vino che si siedono ai nostri tavoli.


Nel 2010 finalmente riusciamo con il contributo della Camera di Commercio di Bologna a creare uno spazio degno per i nostri Colli dove diverse aziende, tra cui noi, hanno la possibilità di partecipare a questa manifestazione facendo un magnifico gioco di squadra.

Da sempre abbiamo voluto partecipare al Vinitaly in maniera da confrontarci sempre a viso aperto con i prodotti convenzionali senza "ghettizarci" nelle varie contro manifestazioni. Ma purtroppo, o per fortuna, ora tanti ristoratori in cerca di prodotti naturali partecipano solo a queste visto che risultano meno dispersive. Dunque visto l'appartenenza alla Renaissance des AOC abbiamo deciso da quest'anno di prendere parte anche a VInovinovino a Cerea, nella speranza di avere a breve uno spazio al Vinitaly dedicato a questi prodotti.

Vi aspettiamo numerosi.

Federico

venerdì 18 marzo 2011

Ossi di Seppia - Gionata Rossi a Firenze

Il mitico Gionata l'ho conosciuto lo scorso anno a Vico. A parte la simpatia immediata e spontanea, mi è stato presentato come una delle promesse toscane tra gli chefs emergenti. Tanto era emergente che non ho fatto in tempo ad andarlo a trovare a Viareggio (Il meglio di Jo) che già si era spostato nella più prestigiosa ribalta fiorentina.

Locale nuovo nella vivace zona di San Nicolò, aperto a metà dicembre assieme altri tre soci (ho conosciuto Valentina e Duccio). In cucina lo aiuta il giovane Mario mentre ai vini ci pensa da un mese Rudi (con un passato prestigioso tra Pinchiorri e Fat Duck). Finalmente la "scusa" di una serata a base di Pignoletto mi "costringe" ad andarli a trovare. E presto mi accorgo che chi lo definiva promessa non sbagliava affatto.

Per mia gioia sono rimasto la maggior parte del tempo con Gionata e Mario a chiacchierare e a vedere da vicino il loro lavoro. Piatti bellissimi prendevano forma, frutto di diverse tecniche di cotture, gioco di contrasti al gusto e nelle consistenze. Ho rubato qualche cucchiaiata durante le varie preparazioni che sono bastate per consigliare vivamente a tutti gli amici gastronomi la visita. A breve conto di tornarci con moglie ed amici per gustarmi una cena da seduto. 

Il menù proponeva:

E' una seppia (seppia cotta a bassa temperatura con spuma di seppia al vin Santo )

Tartare di tonno con polvere di ostriche

Pancotto (pancotto a base di pesci bianchi, crostacei e cozze)

Gnocchi di patate affumicati con sgombro e zuppetta di pistacchio

Colombaccio nel bosco (con salsa di spugnole e marroni, aceto balsamico tradizionale di Modena e due gocce di velutata di piselli e ganache di foies grass)

Riso liquido

Jo-ccolati

Peccato per i vini...
Amuse-bouche (spuma di riso, uova di salmone, foglia al gusto d'ostrica e pomodorino) con Pignoletto spumante San Vito Brut
Antipasti con Pignoletto frizzante Monte Rodano 2010
Primi con Pignoletto classico Vigna del Grotto 2009
Colombaccio (veramente eccezionale, per gli amanti della carne dai toni decisi) con Barbera Pro.vino 2009

Rudi sta lavorando sulla carta dei vini,  e oltre i nostri inizia ad avere una buona scelta di vini biodinamici e naturali. Complimenti per i 3 percorsi di degustazione a calice.

Locale da visitare e da tenere d'occhio visto il "manico" (di padella) dello chef. Bravo Gionata! ...e porca miseria non posso uscire dal tuo locale che sono le 3.30 del mattino per poi tornare a Bologna.

RISTORANTE OSSI DI SEPPIA 
Via S. NICCOLO' 48/R 
FIRENZE (FI)
Tel. 055 2343336 

giovedì 10 marzo 2011

Boom del Pignoletto


Un plauso al nostro presidente del Consorzio Vini, Francesco Cavazza Isolani.

Finalmente qualcuno si accorge del Pignoletto, ed in particolare di quello vero... quello dei Colli Bolognesi.





"...Nel suo DNA ci sono tracce dell'antica Grecia. Ma il successo del Pignoletto, il “re dei Colli bolognesi” è da ricercare non tanto nella particolarità di questo vitigno autoctono emiliano quanto nel suo essere un vino fresco, corposo, profumato che incontra, soprattutto nella versione frizzante, i gusti anche dei più giovani e si propone come valida - e abbordabile - alternativa ai prosecchi. “I nostri dati confermano appieno l’exploit 2010”, dichiara Francesco Cavazza Isolani, presidente del Consorzio di tutela vini Colli bolognesi, una quarantina di produttori imbottigliatori,1,3 milioni di bottiglie di Pignoletto Doc vendute l’anno scorso, per l’80% nella versione frizzante. “Come Consorzio abbiamo circa 800 ettari impiantati a Pignoletto con un aumento di superfici del 20% negli ultimi due anni. Per noi l’incremento percentuale di vendite nella Gdo - aggiunge il presidente - è stato anche del 50% nel 2010, considerando che fino a due anni fa erano solo un paio le nostre aziende presenti sugli scaffali commerciali e oggi sono una quindicina”. Che sia il vino bianco tipico su cui Bologna e dintorni (oltre ai Colli bolognesi ci sono la Doc del Reno, quella di Modena, l’Igt Emilia) stanno investendo di più lo testimonia il fatto che già un anno fa non si trovavano più in circolazione barbatelle, ossia le piantine, di questo vitigno. E al Vinitaly - assicura il consorzio dei Colli bolognesi - la nuova Docg, riconosciuta un paio di mesi fa, del Pignoletto classico fermo farà parlare di sé. Così come la Doc di Modena, su cui sta puntando il colosso Coltiva (Gruppo italiano vini), 1.700 ettari di vigneti e 1.200 soci, leader nazionale nel Pignoletto con un milione di bottiglie di Reno Doc (frizzante) prodotte e altre 200mila di spumante. “È un vino che cresce a due cifre perché si sposa con le nuove logiche di consumo del bere facile, delle bollicine adatte a tutte le occasioni”, commenta Lucio Gilli, responsabile marketing Coltiva...."

Autore: Ilaria Vesentini

giovedì 3 marzo 2011

Ristorante La Canonica - Castel di Mezzo (PU)

Martedì sera, primo Marzo, mi arrampico con il mio fidato commerciale nelle alture di Castel di Mezzo in una serata che pareva di essere in mezzo ad una burrasca sulla costa atlantica della Cornovaglia. In realtà il borgo sorge sul promontorio dove la Costiera Romagnola diventa mare di scoglio e l'acqua cambia decisamente colore. Siamo a pochi km da Gabicce Monte in direzione di Pesaro poco dopo Vallugola.

Andrea Rignoli è il patron appassionato di vini che ci riceve in questo suggestivo ristorante dove i vini, in particolare quelli naturali, la fanno da padrone. La sua passione è tale da dedicare un sito al nettare di bacco www.invignaveritas.it. Con orgoglio ho visto le poche bottiglie rimaste di Cabernet Sauvignon Pro.vino risposte nella incredibile cantina sottorranea, ex passaggio tra la chiesa e appunto, la canonica.


Oltre a parlare di vino, ad organizzare una serata con i vini del CoViBio ad Aprile e a bere diverse cose interessanti: Perlugo Spumante Metodo Classico di Verdicchio di Pievalta (molto franciacortino, infatti viene elaborato nella cantina lombarda di Barone Pizzini), Slovenska Istra Malvazija di Klabjan, credo 2008 (niente di speciale) ed infine Magnum di Albana di Vigne dei Boschi del 2002 (simplicemente eccezionale e migliore Albana secca di mia memoria).
Ma la vera sorpresa è stata anche la cucina ed in particolare:

Tartar di Spigola con il suo companatico (finocchio, mandorle, mele, aceto balsamico di Modena) - molto buona con particolar sapienza nel giocar con le differenti consistenze e testure
Crema di patate con frutti di mare, Gamberone e Coda di Rospo - buona
Ravioli neri con farcia di Triglia e ricotta di capra al sugo di Sogliola e pomodoro fresco - molto buona e fresca. Ne mangeresti a vagonate
Salsiccia di pesce con carciofi stufati sedano rapa julienne fritto - Questo merita una menzione speciale, in particolare per la salsiccia ottenuta per 50% da Coda di Rospo ed il resto da Merluzzo e Pesce Ragno. Solo il 30% di questo pesce vine affumicato ed il tutto impastato con vino bianco spezie va nel budello di pecora. Un matrimonio perfetto con i carciofi e bellissimo il contrasto con il sedano rapa fritto
Mazzola senza spine ai carciofi con ristretto di Granchi - Altra gran menzione, qui al contrario di prima più per la tecnica che ci porta una Mazzola cotta come si deve su un ristretto che ci fa assaporare il mare con un'intensità da fondo bruno (il colore è quello).
Fritto misto di pesce e verdura 
Piatti da ricordare: salsiccia di pesce e mazzola. Vino: Albana 2002 (in magum) di Vigne dei Boschi


Consiglio vivamente, in particolare ai frequentatori di Riccione e dintorni, dove potranno trovare un oasi di tranquillità a breve distanza. Il posto è molto bello e suggestivo (l'altra sera si  sentiva il ruggito del mare in tempesta sotto 250 - 300 metri)

Ristorante La CanonicaVia Borgata, 20
61100 - Casteldimezzo - Pesaro
Tel. +39 0721.209.017
Cel. 328.7653.998
E-mail: info@ristorantelacanonica.it

domenica 6 febbraio 2011

Un cliente da menzione speciale...La Lumira di Castelfranco Emilia (MO)


Questa sopra è la memorabile introduzione della lista dei vini di questo storico ristorante presente fin dagli anni sessanta sulla via Emilia a metà strada tra Bologna e Modena.
Lasciando da parte i toni accesi presenti ad inizio novembre sulla carta stampata locale, per chi volesse rinfrescarsi la memoria della polemica sopracitata è rimasta traccia del confronto civile tra il sottoscritto, Giorgio Melandri e Daniele Cernilli (rispettivamente responsabile ER e ora ex-direttore Gambero Rosso) su Intravino. Continuo a credere che il Gambero e la relativa polemica non ci abbiano aiutato affatto, ma fa piacere vedere che magari abbiano risvegliato l'orgoglio dei nostri ristoratori per i propri prodotti. Spero che anche i ristoratori bolognesi, notoriamente esterofili come i miei concittadini, inizino ad accorgersi di realtà presenti nei propri colli spesso più facilmente apprezzate a Milano, Roma o NY piuttosto che a casa propria.
Al di là dell'introduzione, questa carta dei vini è l'esempio di come se ne possa fare una ottima senza dover avere migliaia di etichette. Ne bastano un centinaio scelte con grande cura e fuori dagli schemi. Marco in sala vi aiuterà a scegliere la bottiglia giusta per i piatti scelti da un menù molto legato alla tradizione con presentazioni e cotture spesso rivisitate. Davvero complimenti! Piatto da consigliare dalla cucina di Carlo Alberto: Cotoletta rifatta con "l'arvàia" (piselli per chi non conoscesse il bolognese ndr)

sabato 5 febbraio 2011

Forse è meglio non riascoltarlo...

Per chi si fosse perso "l'exploit" (mah?!?) radiofonico può risentire la trasmissione del Gastronauta di sabato scorso (29 gennaio) sul tema vino sfuso, con il nostro BioFiasco protagonista nell'ultima parte del programma. Mi scuso per la poca chiarezza e per l'affanno delle mie parole... chiedo venia. A mia discolpa, era la prima volta in diretta alla radio. Sicuramente sarò più chiaro rispondendovi in forma scritta ad eventuali dubbi.
Per chi vuole scaricare il podcast:
http://itunes.apple.com/podcast/il-gastronauta/id301040713
Per chi vuole risentirlo direttamente come mp3:
http://www.radio24.ilsole24ore.com/radio24_audio/110129-il-gastronauta.mp3

sabato 29 gennaio 2011

BioFiasco-bicchiere quotidiano di vino biodinamico. Dal Mercato della Terra ad Identità Golose passando per il Gastronauta a Radio 24

L'idea del BioFiasco è iniziata per "gioco" circa tre mesi fa al Mercato della Terra di Slow Food, che si tiene ogni sabato a Bologna, per saggiare se c'era un bisogno inespresso di vino di qualità non solo in bottiglia, ma anche sfuso per un uso quotidiano: un ritorno del elisir di Bacco come alimento che ritorna sulla tavola degli italiani di tutti giorni.
Certo, alcuni "eroi" continuano nella poetica pratica dell'acquisto del vino in damigiana per poi procedere ad un imbottigliamento casalingo. Ormai il tempo è sempre meno quasi in maniera proporzionale agli spazi nelle case da dedicare a questo genere di hobby. Inoltre troppo spesso il vino sfuso è "il fondo di cantina" o comunque un prodotto utile a far svuotare la cantina in fretta in cambio di contante sicuro.
Il "gioco" ha, da subito, incontrato l'interesse della nostra clientela, e anzi, ancor di più in tanti hanno iniziato a tornare sabato dopo sabato a farsi ricaricare il proprio BioFiasco. Hanno capito che il loro acquisto era una la scelta di qualità, salute e ambiente.
Il vino del BioFiasco è il fratello gemello del più blasonato Pro.vino e nasce dal Fiasco, o "scarto", delle botti che concorrono per finire in bottiglia. Ovviamente eventuali masse problematiche non vengono prese in considerazione per nessuno dei due prodotti, il giudizio di dove destinarle è solo in base alla prontezza e relativa capacità di invecchiamento.
L'unicità del prodotto inizia a farsi strada non solo dagli aficionados del sabato mattina, ma anche dal gotha enogastronomico, tanto che sono stato invitato da Davide Paolini a presentarlo durante la trasmissione Il Gastronauta in onda questa mattina su Radio 24 (podcast disponibile dall'inizio della prossima settimana).  Anche tanti ristoratori iniziano a chiedermi di studiare una forma al fine di proporla alla propria clientela. Nel frattempo ci ragiono durante Identità Golose, il Convegno Nazionale dei migliori chefs italiani e non, che si tiene a Milano da domani a martedì, dove saremo presenti con l'amico Paolo Parisi. Suggerimenti sono sempre graditi e ben accetti.

mercoledì 5 gennaio 2011

Il mio secondo post - copia incolla di come dovrebbe esserne uno. Dal Blog dell'amico Andrea Gori, sommelier informatico 2.0


Mangiare fuori come a casa, e anche di più: la stella che ti illumina alla Tenda Rossa

molluschi-fritto
Per molti che non li frequentano, i ristoranti “stellati” sono visti con sospetto, freddezza e distacco per via delle millemila regole non scritte che spesso sei costretto a subire. In realtà lo sono solo se applicate alla lettera, mentre invece diventano un manuale di bon ton del mangiare se  calate nella realtà di una (anzi due) famiglie che animano un locale come la Tenda Rossa di Cerbaia, ormai storico riferimento per la ristorazione Toscana.Le chiacchere in anticamera, l’accoglienza festosa, il bicchiere che fa da “debriefing” della giornata e prelude al relax mentre ci si ristora dal freddo fuori (virtuale perchè si può sempre almeno qui parcheggiare praticamente davanti alla porta).  Franciacorta Monterossa Brut tanto per gradire (sempre imponente ma per fortuna meno dosato che in passato) e ci accomodiamo. C’era stato finora sempre di giorno ma la sera l’atmosfera è molto diversa, sembra davvero di stare a cena nel proprio (magari) salotto. Divanetti, tavoli, sedie, luci, piante, musica al volume giusto, scaffali di libro, librerie di vino che spuntano ogni dove, e nel mezzo ovviamente il personale che mentre ti sfila accanto pare più uno di casa che un cameriere.  E poi c’è Natascia, una di quelle persone che sono riuscite a divenire tuttuno con un luogo e con un locale e che hanno fatto dell’ospitalità una professione svolta in punta di piedi senza mai però rinunciare a imporre la propria personalità, difficile specie se si è toscani inside.
I piatti scorrono via leggeri anche se gli ingredienti sono spesso impegnativi, pernice, cinghiale, tartufo, foie gras. Salse lievi e delicate, grande uso di erbe aromatiche che però fanno da contorno ai gusti decisi intensi e appassionanti. Si mangia toscano  senza limiti e paraocchi con interpretazioni spesso originali e stimolanti e incursioni internazionali.
A piatti più estrosi come l’ostrica con gelatina di red bull e vodka con caviale  (tre parti molto diverse che si ricompongono solo in bocca con un unico boccone, non per tutti!) o la Crema bruciata di fegato grasso al pepe (perfetto tra forte e piano come consistenza e come gusto) e la Carbonara di seppia (ottima idea ma mancava un minimo di contrasto)  si va ad altri, secondo me piccoli capolavori, più normali ma straordinari in bocca come il fritto di molluschi con pinzimonio e salicornia (cucinata e servita tipo crema, saporosa e delicata) e le “Perle di patata di montagna con ragù in bianco di pernice e tartufo bianco di San Miniato” che ricorderò davvero per tanto tempo per la gola e il piacere procurato nel divorarlo.
Oppure come non coccolarsi per delle ore nel ricordo della morbidezza delle cappesante gratinate con tartufo su mousse di finocchio e nero di seppia? Tartufo bianco su cappasanta bianca, nero su cappasanta impanata di pan grattato e nero di seppia su tappetino verde, bello a vedersi sfizioso da mangiarsi.
Polpette di cinghiale con gelatina di cranberry e purè di cavolo nero  sono il “secondo” impegnativo selvatico e dolce allo stesso momento, un modo originale di proporre la classica cacciagione abbinata alla frutta, un nordico in salsa toscana.
Tra i dolci, il classico senza tempo è le consistenze di cioccolato che tradiamo però per provare un impegnativo Wafer di meringa e mousse di marroni, salsa di caco, gelato di arachidi con crem caramel cui bisognerebbe arrivare meno appesantiti per gustarlo appieno e un classico rivisitato come la banana flambè (“C’era una volta…..flambé di banana con gelato di crema pasticcera e caffè”), esplosivo e dolcissimo. Accompagnamento con distillati curiosi e mai scontati, spesso rarissimi come il Cardinal Mendoza Gran Reserva tirato fuori da uno degli scaffali del salotto di casa Santandrea, decisamente NON il solito Brandy spagnolo.
Sui piatti, serata biodinamica con l’eccezionale Pigato Rucantù di Selvadolce, quasi da tutto pasto ma eccezionale sulle cappesante e tartufo, il Dolcetto di Casa Wallace più semplice leggero ma adatto a questa cucina, l’opulento Merlot di Verdugo (a chi piace questo vitigno è raccomandatissimo) e lo straordinario e cangiante Cabernet Sauvignon Pro-Vino di San Vito della famiglia Orsi, da farsi versare all’aperitivo e annusare e bere per ore tanta vario e “dinamica” è la sua espressione. Fuori tema ma perfettamente studiato, l’abbinamento sul foie gras con il Riesling Moselliano Erdener Treppchen
Spatlese di Rheinold Oster , 8% di alcol e coccola,  colpo di classe dallaimpressionante e sfiziosa cantina di Natascia.
Aperti fino al 1 gennaio senza soste, un grande atto d’amore per le persone che decidono di affidare qui i loro attimi di ristoro sotto queste feste, che saranno ampiamente sottolineati ed esaltati dall’esperienza che troverete.
Gran Menu completo da 120 euro a persona più vini, meglio lasciarsi guidare dagli abbinamenti al calice anche se la carta è bellissima  e completa di ogni bendibacco.
Ristorante “La Tenda Rossa”
Piazza del Monumento, 9/14
50020  Cerbaia in Val di Pesa (Firenze)
Tel. 055 826132 – Fax 055 825210
Email info@latendarossa.it

Primo buon proposito per il 2011 - aprire un Blog

Tra i primi propositi per l'anno appena iniziato c'era quello di interagire di più con gli amici della San Vito utilizzando i nuovi mezzi di comunicazione. Dopo sito internet aziendale, le newsletter, l'aggiornamento continuo del relativo database e il mantenimento di un profilo dedicato su Facebook... ecco ora anche un Blog che vuole essere una finestra aperta su discussioni non solo inerenti a ciò che facciamo in azienda, ma anche più in generale sul mondo del vino.
Il nostro progetto iniziato 5 anni fa si basa proprio sulla trasparenza verso il consumatore su ciò che succede in vigna ed in cantina. In questo spazio diamo la possibilità a tutti di chiederci maggiori informazioni a riguardo.
Certo non essendo un mago del computer ciò non mi viene proprio facile...ma almeno ci provo!!
Beh, il primo proposito è fatto, ora tocca mantenerlo come fosse un figlio!!